Mr. Domingues

Sempre ouvi que escrevo demais, e-mails longos, cartas intermináveis para namoradas, nunca consegui usar Post-it, enfim, bem ou mal eu gosto de escrever. A intenção é que isso aqui sirva como uma "descarga mental" onde comento fatos, acontecimentos e pensamentos, na verdade, tudo que me der vontade. Sabe quando se vê um filme, lê um livro ou algo no jornal e ficamos com vontade de discutir com alguém sobre o assunto? É pra isso que esse espaço serve, assim eu incomodo menos quem está à minha volta e começo a incomodar anônimos internet afora que queiram ser incomodados. Mas é claro que não vou fugir muito dos meus hobbies, interesses pessoais e profissionais, como saúde, atividade física, esporte, tecnologia e música.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Sydney lifestyle

Para ler o diário dessa viagem:
PARTE 1
PARTE 2
PARTE 3

Sydney Lifestyle
O australiano tem um estilo de vida invejável e com certeza é o que mais me fez gostar do lugar nesses 10 dias em Sydney, me dando a nítida impressão de que “nascemos no lugar errado” como eu e o Felipe mais de uma vez repetimos. A fartura de parques e piscinas, o trânsito totalmente adaptado pro ciclista e outros transportes ativos e o comportamento das pessoas em relação a fazer exercício é completamente diferente de tudo que eu já tinha visto. Até o dinheiro deles é adaptado pro esporte (é de plástico, dá pra ir nadar/surfar com dinheiro no bolso sem problema).
E pra quem fica o dia inteiro na rua se exercitando como eu e o Felipe fizemos é fácil encontrar espalhados pela cidade bebedouros e fontes de água potável para encher as garrafinhas da bike.
E não tem aquela neura de - “e se eu precisar ir ao banheiro?” Todos os banheiros públicos têm papel, água quente, sabonete líquido, são limpos e cheiram bem.
Uma grande diferença que se percebe em seguida - as mulheres australianas praticam esporte. E em alguns esportes elas são numericamente superiores, exemplo, pra cada homem na rua correndo deve ter pelo menos umas 3 mulheres fazendo o mesmo.
De bike não existe diferença, e tanto no ciclismo esportivo quando no ciclismo como meio de transporte, a proporção de mulheres e homens é igual.
Entrei numa loja de ciclismo com o Felipe que era exclusiva para mulheres: vestuário, bikes e acessórios somente para a mulher ciclista.
Na foto à esquerda, o Felipe na loja feminina. Claro que tiramos fotos e explicamos pras atendentes da loja que no nosso país aquela loja fecharia em 1 semana porque no Brasil não existe mulher de bike no trânsito e nem competindo. Elas não entenderam muito bem, mas acharam curioso. É normal no trânsito de Sydney vermos mulheres muito bem vestidas, se locomovendo em bicicletas retrô, daquelas com cestinha na frente, pedalando de bota, Raybanzão e bolsa Louis Vuitton, no meio dos carros. Ao mesmo tempo se chega num local como o Centennial Park e pelas ciclovias vemos grupos de mulheres pedalando forte, treinando mesmo.
A mulher australiana não tem bunda, mas adora mostrar. O comprimento das saias e shorts beira a vulgaridade (não que isso incomode), mas nelas não fica vulgar, mesmo que sempre fique um filezinho de bunda de fora.
É difícil explicar, mas é que é tão comum e a postura delas não é de chamar atenção, diferente daqui. Existem maneiras e maneiras de se usar uma roupa curta. Mas seguido nos perguntávamos: “imagina como seria isso numa brasileira e andando assim no centro da cidade?”.
E a palavra bunda pra eles deve ter algum significado porque eu vi Bunda como marca de boomerang, nome de edifício e também a Bunda Boutique.

Eu acho que lá eu seria considerado quase normal. Eu falo isso porque aqui se eu digo que acordei cedo num domingo pra ir pedalar ou correr, as pessoas olham com aquela cara de quem pensa “qual o teu problema? Domingo é pra descansar, dormir até tarde e não fazer nada”. O brasileiro geralmente confunde lazer com ócio. O legal no Brasil num domingo típico é o cara dormir até tarde e depois encarar os 4F’s - Fórmula 1, Futebol, Faustão e Fantástico. Encher a pança e passar o dia em frente à TV é o lazer preferido por aqui, ou se for verão, ir para uma praia, sentar numa cadeira e ficar torrando ao sol se enchendo de cerveja.
Lá o pessoal se apressa depois do trabalho pra fazer algum esporte e aos fins de semana tá todo mundo na rua se exercitando, muitas vezes em família. As crianças aprendem a andar de bike de forma diferente, eles não usam as “rodinhas” que nós usamos, eles tem bikes sem pedais, a criança senta e se empurra com as pernas e em seguida se equilibra (detalhe pra quem é ciclista, a gurizada já começa com Specialized e Giant).
Mais uma vez, sem ser preconceituoso, mas praticamente não se vê obesos na rua. Os poucos que eu vi traziam consigo uma máquina fotográfica presa ao pescoço, ou seja, eram turistas.
Por ser de colonização britânica, duas coisas que não faltam em Sydney são: Fish & chips e Pubs.
O Fish & Chips é servido ligeiramente diferente do inglês, mas segue sendo peixe frito e batata frita (na Austrália é com bem menos batata). Eles comem muita porcaria, mas a diferença por lá é que se quiser comer coisa boa, é possível. Sempre perto das praias e dos locais de maior movimento existem lojas em que podemos montar salada de frutas, legumes, etc. escolhe o que queres, bota num pote e sai comendo.
Sobre os Pubs. Eles obrigatoriamente têm: telões passando somente esporte (até futebol passa às vezes), cervejas de todos os tipos/cores e uma banda tocando ROCK. É muito bom entrar num lugar em que a gente sabe que não vai ouvir funk, axé, sertanejo universitário, pagode, forró ou similares, a banda toca rock, simples assim. Claro que às vezes eles tocavam bandas australianas que só fazem sucesso por lá, mas algumas coisas que ouvimos essas bandas de pub tocando: Jamiroquai, Kings of Leon, INXS, Maroon 5, Alanis, Eagle-Eye Cherry, Midnight Oil, The Hooters, Men at Work, Nickelback, etc. Normalmente, depois da janta passávamos em alguns Pubs (em dia de semana a entrada é gratuita) até achar um que a banda agradasse mais.
A paz e a ordem dentro dos pubs é mantida por guardas internos e os policiais da rua de vez em quando entram pra dar uma incerta. Eu vi um cara ser retirado do pub porque se empolgou demais pulando na frente da vocalista da banda, e um guarda me disse que eu não poderia ficar conversando na escada porque ali era local de deslocamento e não de conversa. Quer conversar, sobe ou desce, não tranca a escada.
Aqui também não se vê “pitboys” e outras espécies anabolizadas na vida noturna. Sabe aqueles caras com correntes prateadas de cachorro, vestindo calça camuflada e camisetas de golinha V coladas ao corpo, com imensos bíceps tatuados, que ficam em duplas tomando energético com whisky? Não vi isso em Sydney. Acho que por lá eles não se reproduzem em cativeiro, provavelmente os chineses não deixem.


Transporte em Sydney.
Uma das coisas que mais me gerou inveja do pessoal em Sydney é a organização do trânsito e a facilidade para se locomover por lá, mesmo com os traçados das ruas sendo um pouco desordenados. O povo de Sydney se desloca das seguintes maneiras: caminhando, pedalando, de patinete/skate, de carro, moto, ônibus, trem, barco (tanto as balsas grandes quanto “táxis aquáticos” para poucas pessoas) ou de Monorail que é um trenzinho aéreo silencioso, que não polui e que nos faz perguntar por que isso não existe no Brasil em cidades grandes. Esse aeromóvel tem apenas um impacto sobre o ambiente urbano: 1-2 postes de sustentação do trilho a cada quadra, não incomoda ninguém e ainda é bonito, dando um ar futurista ao visual urbano.
O patinete lá não é um brinquedo infantil, vi executivos de terno, gravata e patinete pelo centro da cidade. Crianças indo pra escola de gravata, bike e capacete é bem normal também. Quase não existem motos, aquele enxame de motociclistas que se forma nas cidades brasileiras na sinaleira não existe.
Lá quem anda de moto normalmente são mulheres com pequenas Scooters ou homens com motos grandes, principalmente motos de corrida.
Geralmente em uma quadra no centro da cidade nós vemos uns 5-6 carros estacionados, no máximo 4 motos e muitas bikes presas aos postes ou grades específicas pra isso.
Claro que eles têm um sistema integrado em que se adquire um cartão que permite andar à vontade no sistema de trem-barco-ônibus. Imaginem se, numa cidade que está com trânsito caótico, como Florianópolis, existisse uma rede de barcos ligando norte-sul da ilha e ilha com continente, desafogando a ponte que fica trancada todos os dias das 17-19 horas. Mas no Brasil o lance é reduzir IPI e enfiar cada um no seu carro/moto. Transporte público? Nem pensar, isso é coisa de pobre.
Assim que peguei a bike no primeiro dia eu perguntei pra atendente da loja o que eu não poderia fazer no trânsito. Ela me disse: podes andar em qualquer lugar que um carro anda, mas se a faixa for verde é só tua. Eu vi várias placas indicando: “aqui somente bicicletas - proibido pedestres”.
Faixas de ônibus também são divididas com ciclistas e, em locais de maior movimento, a calçada é dividida por ciclistas e pedestres (tem uma bike e um pedestre pintados no chão) e ninguém se bate ou é atropelado - primeiras percepções de que estamos em um país civilizado.
Detalhe, tudo é ao contrário, como eles usam a mão inglesa isso nos confunde um pouco no início. Mas, além disso, o trânsito nas calçadas é contrário, os freios da bike são invertidos (o que quase causou alguns acidentes), eles nadam pro outro lado nas raias da piscina, etc. no Brasil nem faz sentido falar em “trânsito nas calçadas”, mas como lá bikes e pessoas dividem a calçada, é preciso organização.
A hierarquia deles no trânsito é bem simples e lógica: o pedestre é soberano e sempre tem mais direitos, mas tem deveres, ou seja, caminha ordenadamente, atravessa no local e no momento certos e jamais coloca o pé fora da calçada se não for para atravessar na hora/local certos. A segunda figura mais importante no trânsito é o ciclista. Depois dessas figuras mais frágeis é que estão as motos e os carros, mas só estando lá pra ver o que é ser educado no trânsito (e isso vale para todos os elementos, não só para o motorista).
Ficávamos assustados quando alguém vinha pedalando na nossa frente e simplesmente fazia um pequeno gesto com a mão para indicar que dobraria e nem olhava pra trás, os carros jamais buzinam e sempre param ou diminuem para o ciclista. Ao entrar em rotatórias a gente nem se preocupava, os carros sempre nos davam preferência. A gente conseguia andar colado nos carros estacionados com a certeza que nenhuma porta iria se abrir e mesmo com forte movimento dá pra andar colado no cordão da calçada porque nenhum pedestre vai tentar atravessar se não for na esquina e com o sinal aberto pra ele. Incrível como as coisas funcionam. E nas sinaleiras, se existe ciclofaixa, a sinaleira abre antes com uma luz verde em forma de bike, para que os ciclistas andem. Na foto abaixo, eu e o Felipe na base de uma escadaria para ciclistas (degraus para os pés, rampa para as rodas).
E obra na rua então. Obra no Brasil: 9 da manhã chega a “equipe”, 8 trabalhadores, trancam a rua com cavaletes, montam uma casinha com compensado e puxam um gato do poste. Lanche. 11h chega o seu engenheiro e indica onde eles devem quebrar o chão. Quebram o chão, água pra todo lado. Fim do dia, eles botam uns baldes laranja com uma lâmpada dentro pra indicar a obra, toda aquela areia, barro e pedras espalhadas pela volta. Aí tem um dia de chuva e um feriado pra atrasar a obra. 12 dias depois, eles tapam o buraco e onde tinha pavimento fica uma superfície toda irregular seja ela de pedra, asfalto ou concreto. O que eles fizeram exatamente ninguém sabe, certeza apenas é de que ficou pior do que era antes.
Obra na Austrália: 10 da noite, ruas vazias, mulheres loiras (é sério) indicam que existe uma obra e o trânsito está interrompido, fazem uma escavação com a zona isolada, nada de sujeira, acabam a obra na madrugada e se não acabarem, no dia seguinte o que se vê é esse tapume amarelo, durante o dia nenhum distúrbio para o trânsito.
Outro detalhe, as ruas são limpas (com mangueiras de pressão) durante a noite.
E lá, quando um caminhão vai sair de uma garagem, para não ter perigo de nenhum pedestre da calçada ser atropelado, eles usam uma cerca em sanfona para parar o trânsito da calçada e outra pessoa (devidamente fardada) vai até o meio da rua. Que nem aqui, o cara pede para um parceiro ficar no meio da rua abanando, assobiando e tentando trancar a rua.
Vendo esse tipo de trânsito dá pra ter uma triste certeza - eu jamais verei isso aqui no Brasil. Acho que precisaria de uns 200 anos de renovação cultural pra isso acontecer. Seria mais fácil que de repente toda população de Pernambuco ficasse ruiva do que termos esse tipo de organização por aqui.
Mesmo admirando, às vezes resmungávamos porque a gente chegava numa esquina pra atravessar e o que se faz é apertar um botão que vai ativar nossa sinaleira e dar um apito pra nos dizer que podemos atravessar.
Parece perda de tempo às vezes ficar parado esperando, mesmo que não venha carro, mas é o único jeito de organizar a coisa.

Sydney Population.
A cidade tem uma quantidade enorme de turistas, mas o povo é menos misturado que o londrino (onde tem muito indiano). O australiano original (aborígene) não existe mais em Sydney, 1-2 em algum parque tocando didgeridoo e pedindo dinheiro (mais ou menos como os nossos índios vendendo artefatos de vime nas praças). O aborígene mesmo só existe no interior. O australiano moderno (colonizadores britânicos) é um inglês que foi à praia e aprendeu a escovar os dentes.
É estranho pensar que quando o inglês chegou à Austrália, a minha cidade já tinha 50 anos, ou seja, Rio Grande já existia como cidade e na Austrália só existiam índios, é uma colonização bem nova.
Nada contra, mas chama atenção a quantidade de orientais em Sydney. Ao caminhar pelas ruas mais de 50% das pessoas têm olhos puxados. O chinês e outras línguas orientais são a segunda língua na cidade e é normal lojas com letreiros 100% em chinês.
O governo australiano acabou de lançar um programa que visa ensinar para crianças australianas na escola pelo menos uma língua oriental. Às vezes eu parava na esquina para atravessar a rua e olhava à minha volta, 20-30 pessoas e somente eu não era oriental. O fumo é muito comum entre os orientais, principalmente os mais jovens. Mas nas praias não pode fumar, já pensou em tentar aplicar alguma lei anti-fumo em praia brasileira?
Muitas pessoas nas ruas andam com fones e vendo vídeos/tv no Iphone (eles praticamente não usam outro telefone). É estranho porque todo mundo anda sozinho conversando, normalmente naquelas línguas que nós ocidentais achamos graça com frases como “piao niiii miaaaaau” . E eles usam muito o recurso Face Time que faz a ligação com imagem, então o pessoal caminha olhando para o telefone e “falando sozinho”.
Independente da origem, a população é extremamente cordial e sempre disposta a ajudar. Duas vezes aconteceu de estar em uma loja com o Felipe e comentar que iríamos sair dali e procurar outra loja (quando andávamos pelas lojas de bike pra conhecer) e o funcionário de loja entrava no Google Maps sem a gente pedir e vinha com um mapa impresso nos mostrando como ir da loja dele até o seu concorrente.
A gente vê bikes encostadas em postes, cachorros de raça com a coleira somente enrolada um banco enquanto o dono entra numa loja. As revistas que o morador assina, o carteiro deixa no muro da casa e ninguém pega.
Em alguns supermercados existem os caixas self-service, nós mesmo passamos as compras por um leitor de barras, ensacamos e passamos o cartão (imagina isso no Brasil). Não existe a certeza de que seremos roubados/enganados como existe por aqui.
Mais de uma vez aconteceu de eu me confundir com a nota de 10 e a de 100 dólares no comércio, o atendente percebeu e me corrigiu, se tivesse me roubado eu não teria percebido.
Apesar dessa quantidade enorme de chineses pelas ruas ser meio inesperada, essa “segunda colonização” dos orientais deve ter colaborado pro que se tem hoje em Sydney. Mesmo com todo mal ao aborígene que os ingleses causaram, dizimando os nativos, levando doenças, etc. o fato da organização britânica estar presente por lá resultou num lugar ordenado e, misturando isso com a seriedade dos orientais parece ter dado certo em termos de convivência social.
Muito engraçado é quando se fala com brasileiro que está morando na Austrália e comentamos: "cara, isso aqui é um paraíso" e eles nos asseguram que realmente é. Essa impressão que o turista tem, e que na maioria dos lugares desaparece com a rotina, parece que lá é a realidade. Tem muita gente que chega, se apaixona pelo lugar, fica e cada vez gosta mais de viver num lugar assim.
Não conheço quase nada do mundo, meia dúzia de países na verdade, mas já entendi a diferença do "primeiro mundo" para o "resto do mundo". Mas nem todo primeiro mundo é tão atraente, principalmente pelo estilo de vida, que combina com o meu. A Finlândia é primeiríssmo mundo, mas quem quer viver tapado de neve e com 3 meses de noite? A Inglaterra é primeiro mundo, mas é cinza. No Brasil não faltam belezas naturais, mas esse meu povo parece não ter jeito e a maioria das coisas que reclamamos de ruim no nosso país são fruto do que somos (ou de onde viemos, seria a culpa dos portugas?).
Mas enquanto isso, a gente vai indo e de vez em quando se dá uma escapada pra conhecer e invejar essas terras estranhas.

5 comentários:

  1. Marlos, teu relato foi bem legal, mas com certeza, com a única visão que tu teve tempo para experienciar, a de turista. Muitas coisas são melhores do que no Brasil, mas como em qualquer lugar, aqui, os problemas existem. Vou mencionar só um fato que é comum aqui. Os motoristas não respeitam os ciclistas porque são culturalmente superiores, é porque se te acertarem pagam multa e podem ir para cadeia. Por aqui as pessoas seguem as regras por um motivo bem simples, o medo de pagar multa. E sim, eles buzinam, xingam e se atravessam na tua frente no transito quando pedalamos, e sim, eles abrem as portas dos carros sem olhar e volta e meia acertam um ciclista. Existem muitas outras coisas que acontecem por aqui, mas com certeza o teu texto está muito adequado pelo tempo que tu passou por aqui. Abraço!

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    1. Valeu Emerson, realmente é isso, pelo tempo que passei por aí, foi o que deu pra perceber. E confiei em outros brasileiros que moram aí há mais tempo, inclusive um sobrinho que mora aí em Brisbane. Mas seja por multa ou educação, o que percebi é que parece funcionar, e mesmo que imperfeito, pelo menos o trânsito que não se baseia somente no automóvel parece ser possível. Não sei também há quanto tempo estás afastado do Brasil para ter ideia do caos que temos aqui em algumas cidades. Em alguns centros urbanos o número de automóveis dobrou nos últimos 5 anos e tanto governo quanto população batem palmas para isso. Abraço.

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  2. Como sempre muito bom o relato!

    Eu ia comentar a primeira foto...mas deixa pra lá!

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